5 mitos sobre o tijolo ecológico (e o que dizem as normas)
Resistência, durabilidade e estética: separamos as principais dúvidas que aparecem no canteiro e respondemos com base em ABNT e prática.

Mito 1: o tijolo ecológico não é tão resistente quanto o cerâmico
Falso. As normas ABNT NBR 8491 e NBR 8492 estabelecem critérios precisos para resistência à compressão e absorção de água em tijolos de solo-cimento. Tijolos bem produzidos, como os da TerraCotta, atingem ou superam 2,0 MPa, valor compatível com vedações comuns de qualquer obra residencial.
Mito 2: a chuva dissolve o tijolo
Outro mito comum. Após a cura completa (cerca de 7 a 14 dias para resistência inicial e 28 dias para a final), o tijolo prensado de solo-cimento se comporta como qualquer alvenaria: pode receber chuva direta. Em fachadas, recomenda-se um selador hidrofugante para potencializar a proteção e realçar o tom da terra.
Mito 3: só serve para casa térrea
Com projeto estrutural, o tijolo ecológico pode ser usado em sobrados e edificações de até quatro pavimentos. As canaletas, preenchidas com armação e concreto, formam vigas e cintas integradas à própria alvenaria.
Mito 4: a estética é "rústica demais"
Depende do projeto. O tijolo aparente combina com linguagens que vão do contemporâneo industrial ao orgânico-tropical. Quem prefere, pode receber reboco e pintura como em qualquer alvenaria.
Mito 5: economiza pouco
A economia real vem da soma de fatores: menos argamassa, dispensa de chapisco, possibilidade de dispensar reboco e pintura, redução de tempo de obra e quase zero de quebra para passar tubulações. Em projetos médios, a economia chega facilmente a 20–30% do custo de alvenaria e acabamento.


